quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Defesa do Atirador

Agora eu vou ser linchado. Moralmente ou talvez até fisicamente. Mas como é um assunto que já esfriou, resta a esperança de que as pessoas consigam ver o caso à distância que o tempo permite. Estou falando do Atirador do Realengo.

Ao cometer seu ato insano, o Atirador se uniu a uma galeria de assassinos célebres: Suzane Richthofen, o casal Nardoni, o atirador do shopping em São Paulo (alguém se lembra?), e o agora ressuscitado Abominável Pimenta das Neves. As perguntas que tenho me feito, desde então, com certo incômodo, são as seguintes:

1. Deve ele ser colocado na mesma categoria dos outros assassinos?

2. E, já que foi enterrado como indigente, pois o corpo não foi reclamado por ninguém, merecia um enterro ‘normal’? Você pode responder?

 Sei que as pessoas, todas, devotam a esse estranho personagem desprezo e rejeição. Eu, no entanto, não consigo desprezá-lo como desprezo os outros assassinos citados. Um pouco de pena, um pouco de perplexidade, não sei, acho que dentro de sua loucura ele teve, ainda, lampejos de consciência e de dignidade. A covardia, sim, estava lá, como no caso dos outros assassinos, e a crueldade, mas ele não estava imbuído de um egoísmo atroz. Os outros queriam ter um ganho imediato, mesmo que esse ganho fosse apenas emocional, e não pareceram arrependidos. Para se ter uma ideia, o Abominável Pimenta das Neves, dias depois de assassinar a namorada e confessar o crime, ainda a acusava de ser aproveitadora, entre outras coisas. Estava movido por uma paixão. Isso é compreensível. Mas não compreendo como, depois de tanto tempo, ele ainda não consiga se distanciar do ato que cometeu, perceber o prejuízo causado a todos os envolvidos, e se arrepender. Não. A prova é o número de recursos apresentados, a recusa em pagar pelo crime. Mas finalmente ele foi para a cadeia. Espero que lá apodreça.

O caso de Suzanne Richthofen é pior, pois a mocinha, mesmo sendo obrigada a confessar o crime, continuou movendo céus e montanhas para ter direito à herança dos pais assassinados, esse o seu maior objetivo. Arrependimento? Nenhum. Os Nardoni são um caso à parte. Não se sabe se eles se defenderam com convicção por pensar nos filhos, mas durante todo o tempo foram capazes de dissimular muito bem, mostrando essa faceta tão desprezível do ser humano que é a falsidade.

Para quem tem raiva do atirador do Realengo eu poderia dizer o seguinte: a pior pena que existe no mundo é a execução – morte – do condenado. E seu ato já previa isso, tanto que ele deixou instruções para as cerimônias religiosas e o enterro. Ou seja, nesse caso, o castigo já estava previsto na ação assassina. Tudo foi planejado, divulgado na Internet, mostrando que seu objetivo maior era SER OUVIDO. Esse é o lado mais trágico e que me toca: o ato mostra que muitas vezes é difícil ser ouvido, ter nossa dor reconhecida pelos outros. Ele declarou que tudo foi por causa do bullying que sofreu. Será verdade, ou delírio de um desequilibrado?

Depois de uma tragédia, todos procuram o ‘culpado’. Volta-se a falar de um referendo para proibir o porte de armas, mas poucos parecem dispostos a se lembrar daquela época em que defenderam esse direito, e que o preço a pagar pelas armas é ter algum maluco que às vezes sai atirando. A culpa, enfim, é algo mais amplo, inerente à sociedade. E justamente pela falta de culpados, começaram a levar mais a sério o que o Atirador disse a respeito do bullying, tanto que muitas matérias sobre o tema foram publicadas desde então. Afinal, talvez ele tivesse alguma razão. Mas isso também é trágico. Ele alcançou seu objetivo (e talvez tenha sido o único assassino a ter alcançado), mostrando que para a sociedade pensar com seriedade em um problema é preciso um ato trágico de grandes proporções.

Entre tantas perplexidades, o cadáver ficou lá, esquecido. E se você desejou que ele fosse jogado num esgoto e devorado pelos urubus, devo dizer que o mesmo ódio estava presente naquele ato assassino, e que o ódio não seria capaz de curar o ódio. Não se trata de justificar, e nem mesmo de explicar. Trata-se de reconhecer um direito. E reconhecer que este caso envolve toda a sociedade em uma dimensão maior do que os outros. Jogar a culpa apenas no Atirador é cegueira. Isso me lembra a antiga peça grega Antígona. Como se sabe, ela foi condenada à morte por ter enterrado o irmão, considerado um ‘traidor’ e não merecedor dos rituais religiosos. 2.500 anos depois a mesma situação acontece. O traidor não merece enterro. Me chamou a atenção o fato de que ele tinha uma família adotiva, que nada fez. Ora, eles podiam estar com medo, mas quem acusaria alguém de tomar as providências legais para um enterro ‘normal’? Esse fato me chamou a atenção, porque nem mesmo a família estava disposta a cuidar do morto . Ou seja, a solidão – dor – do atirador, que não era ouvido, parece ter sido bem real...

O espectador que vê Antígona concorda, é claro, com sua atitude, e minha posição é a mesma. Não se pode negar o direito de ser enterrado a ninguém. Só para efeito de comparação, os outros assassinos tiveram o direito à plena defesa, e ainda terão o direito à sua vida, depois de algum tempo. Comparativamente, isso sim é muito mais injusto e revoltante. Guilherme de Pádua, por exemplo, deve estar por aí, levando uma vida relativamente normal. Se alguns monstros podem circular livremente, e até contar com a simpatia de outros, por que deveríamos negar sepultura aos mortos? Pois eu o enterro na minha consciência. Que descanse em paz.

13 comentários:

  1. Thais Rivas de Pinho - 1º sem - Letras - Manhã3 de junho de 2011 07:03

    Ele foi enterrado como um indigente, assim como tantas pessoas que morrem por aí sem identificação e, sem terem, talvez, cometido nenhum crime. Ninguém tirou esse direito da família, sendo adotiva ou não.
    Ninguém sabe como ele era tratado, e nem como ele os tratava. Há muitas coisas que nunca terão explicação, nunca saberemos a real. As únicas possibilidades que temos a partir disso, é discutir a sociedade, e não o ato em si.
    Quando estamos de fora de uma situação, conseguimos ver de uma maneira mais clara, como sendo uma consequência de um problema que existe no todo. Diferentemente dos pais dos mortos, que levarão ainda algum tempo para aceitar o que lhes aconteceu, a não ser que sejam MUITO RELIGIOSOS e consigam enxergar além da vida na terra, além da encarnação. Compreender além da 'morte', como missão.
    Enfim, algumas coisas são mais fáceis para compreender quando não se está nelas. Não consigo julgar as atitudes de ninguém, mas consigo ver que todas essas pessoas mencionadas são espíritos sem luz, pedindo de alguma maneira, socorro. Infelizmente nem todos estão preparados ou evoluídos o suficiente para aceitarem as circunstâncias que estão propostas a sua vida, e disso, tirar o melhor proveito para sua evolução. E acabam, como esse rapaz.
    Porém, como já disse, é mais fácil interpretar tudo isso como consequência de uma sociedade abandonbada, ou até mesmo, como destino, porque não foi comigo, isso não afeta diretamente a maioria. Mas talvez, se fosse um filho meu, pensaria em tudo isso como uma grande bobagem; sentiria-me lesada, e que nada nesse mundo poderia me confortar...

    Então, tudo depende do ponto de vista de cada ser, não podemos determinar o que é ou não justo.

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  2. ingrid dos Santos 1°sem hotelaria4 de junho de 2011 06:47

    O atirador de Realengo não está insento de culpa pelo seu ato no entanto a ser enterrado como indigente é um pouco cruel,pois o que tudo indica é que ele precisava de ajuda e de atenção dos pais,amigos ou até mesmo dá sociedade, foi uma atitude desesperada por um pouco de atenção por estar sofrendo calado é claro que ele escolheu a pior forma de ser ouvido,pois muitas familias acabaram pagando o preço com a vidas de seu filhos.é dificil julgar dizer culpado ou inocente o atirdor de Realengo não é o unico assasino do mundo não cabe a nós julgar tão duramente pois não acompanhamos o que ele passou até chegar nesse ponto,prefiro deixar essa tarefa para um juiz que não erra Deus.

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  3. Sem dúvida, esse caso pode ser visto de muitos ângulos. Mas simplesmente ter raiva dele é a postura mais fácil. Esse é um caso de alcance SOCIAL, porque ele fez referência ao bullying, que nós sabemos que existe, e porque ele teve acesso a armas possantes e modernas, DEPOIS de haver um referendo que nos deu o direito ao porte de armas.
    O caso do enterro é simbólico. O corpo que ninguém quer assumir é quase igual à culpa que a sociedade não quer assumir. Por isso mesmo seria importante fazer esse ENTERRO. Significa assumir parte da culpa, ao invés de JOGAR a culpa no outro, dizer que tudo é maldade ou desequilíbrio mental e pronto. Sem esse reconhecimento, sem esse olhar no espelho, não pode haver crescimento e superação.

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  4. Amanda Gonçalves da Silva - Turismo/Manhã4 de junho de 2011 16:34

    Ele alcançou seu objetivo mostrando que para a sociedade pensar com seriedade em um problema é preciso um ato trágico de grandes proporções.
    Discordo plenamente disto, talvez se o que aconteceu com aquelas crianças inocentes tivesse acontecido com pessoas próximas de nós, a afirmação acima tomaria um outro rumo.
    Sem sombra de dúvidas a mente daquele rapaz estava perturbada, agora imaginem se todos nós quando estivermos querendo ser ouvidos, ou, estivermos em um momento de perturbação, fossemos contra a sociedade por conta de nossos problemas.
    Morreriam todos os dias centenas de chefes, políticos, barbeiros de trânsito, filhos, pais, irmãos, idosos, enfim, não acredito que matar alguém seja uma forma justa de provar para as pessoas o quanto nossa sociedade precisa ser modificada.
    Talvez a melhor forma de resolver os problemas existentes na sociedade, é começando pela nossa própria atitude de não humilhar o próximo, de não ser egoísta com o próximo, de não invejar o próximo, de não odiar o próximo, ou seja, este é um princípio bíblico, que a sociedade deixou de viver ou de se importar pois talvez ele seja quadrado demais pra pessoas que só querem saber de seus próprios benefícios, dizem que matar alguém é uma manifestação de justiça e se esquecem que a verdadeira justiça vem Deus, o Deus que pra muitos é uma abstração humana, mas que colocou em suas escrituras o retrato de tudo o que acontece atualmente, por conta da rebeldia humana.
    Pessoas que matam umas as outras, guerras, rumores de guerras, tragédias da natureza, que aconteceriam nos últimos tempos, como reflexo do mal que o próprio homem causou sobre a terra; e tudo em busca de manifestar uma justiça própria.
    Neste caso matar criancinhas pra protestar: EU SOU UM REJEITADO.
    A mídia indiscutivelmente distorce muitas informações, mas de isso for uma verdade, não há como defender uma atitude tão desumana.

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  5. Silvio Cesar de França5 de junho de 2011 08:52

    Compartilho da mesma visão que a sua,não fiquei feliz ou com a sensação de justiça feita no triste caso de realengo.
    Recordo de uma declaração do jornalista Pimenta
    Neves antes de cometer o fatídico crime:"Justiça com as próprias maõs é característica de sociedade primitiva".
    Quantas vezes nosso discurso não contradiz com a maneira como vemos as situações,agimos por conveniência,interesse,comodismo,ou para não irmos na contramão da sociedade e sermos taxados de "louco".
    Tenho uma definição peculiar para o que seja "paz" sempre requisitada por todos em momentos de grande tragédia:quando aquilo que nós pensamos,falamos e a maneira como agimos estiverem em harmonia teremos uma sociedade melhor,portanto,acho que estamos longe disso.
    Sinto as relações de nosso cotidiano cada dia mais complicadas,parece que as pessoas perderam o direito de errar,temos definições para tudo:bullying,preconceito,racismo,homofobia. Não nego tais fatos,sim eles acontecem,mas vejo que estão sendo usados como motivo de rivalizaçao e separação,muitas situações exploradas à exaustão pelos meios de comunicação. Será que não poderíamos resolver da seguinte forma:"perdão" eu errei,respeito você como ser humano. Assim eram resolvidas num passado recente diversas situações e a vida prosseguia,talvez precisamos de pessoas que nos ensinem o "antigamente" neste mundo complicado em que vivemos. Arrancar esta pedra instalada no lugar do nosso coração é o nosso desafio daqui para frente,necessitamos de "AMOR" para que todas as feridas sejam curadas e não assistamos perplexos tragédias que não param de ocorrer.

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  6. Uma semana depois do acontecido em Realengo, assisti a um programa de entrevistas onde uma das convidadas tentou abordar esse ponto de vista sobre o fato. De imediato foi interrompida por outra convidada que disse "Espere um pouco, eu, e acredito que quase toda a sociedade, não quero dividir com esse louco a culpa pelo que aconteceu. Ele era um doente, matou crianças inocentes e se matou para fugir da justiça. Não aceito acreditar que em algum momento minhas atitudes tenham tido algo com o que aconteceu.".
    Quem é então responsável pela insanidade de um menino que não recebeu o tratamento adequado para o seu problema? Quem é culpado pelo fato de armas serem livremente vendidas a qualquer um? De quem é a culpa?
    Se avaliarmos friamente a situação a partir de um ponto de vista matemático teremos a seguinte situação: 1 doente mental consegue livre acesso a 2 armas e a cursos que o capacitam a utilizá-las, entra em 1 escola e mata 12 crianças inocentes. Consideremos agora que, a intervalos regulares toda uma nação (10000...) elege X vereadores, Y deputados, Z senadores, que nomeiam x3 + y3 + z3 secretários; deste total imagimenos que 1/3 roube verbas destinadas à saúde, educação e programas sociais. Qual seria o resultado matemático de crianças inocentes mortas de fome, abandonadas e expostas a muitos tipos de violência até piores que a morte?
    Voltando aos assassinos com nome e sobrenome mencionados, a maior parte aguardou, ou aguarda, em liberdade o julgamento de todos os milhões de recursos a que tem "direito"; se condenados em ultima instancia, o tempo em que ficaram livres aguardando a decisão é abatido da pena total a que foram condenados e se tiverem bom comportamento serão colocados em liberdade após cumprir 1/6 da pena.
    E a propósito, alguém se lembra ou sabe por onde anda "aquele" médico famosos e estuprador e pacientes?
    Toda a sociedade chora a catástrofe alheia, mas poucos repensam seus atos e suas posturas com a finalidade de evitar a reincidência. A maioria só muda realmente a postura quando é atingido diretamente, e isso é o mais triste...
    Quantos atiradores haverá antes que algo realmente seja feito para mudar nossas atitudes? Quanto ainda vai demorar para que entendamos que as muralhas de pedra não são mais capazes de manter os perigos do lado de fora?

    Alessandra Porto - LPIE1M - Torricelli

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  7. O dinheiro fala mais alto, sempre, tanto que se pararmos para analisar todos os casos citados no artigo nos deparamos com: famílias de uma situação financeira boa, famosos, pessoas que possuem estudos. No caso Richthofen, por exemplo, na mesma noite em que o casal foi morto pela filha, aconteceu o mesmo tipo de crime em uma família moradora de uma favela, só que este caso não teve a mesma atenção na mídia por se tratar de pessoas de baixo nível econômico. Mas, eu tenho a seguinte opinião: quem somos nós para julgar os atos de quem quer que seja? Cada um tem em mente suas próprias verdades e sua maneira de questionar e resolver as coisas. O que é certo aos meus olhos pode ser errado aos olhos alheios, assim como a questão da punição divina, são tantas religiões e tantas crenças diferentes que não vejo como dizer se alguma está certa ou errada em seus julgamentos. Portanto, se foi por bullying ou não, cabe a nós apenas tentar mudar a visão de mundo e acabar com as diferenças, para evitar acontecimentos tão trágicos como esse.

    Caio Lucas Ferreira - Turismo/1º semestre

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  8. Deus com a sua infinita sabedoria ofereceu ao homem duas posições para ele escolher o bem e o mal. Estes personagens citados fizeram suas escolhas de formas erroneas, trazendo para consequências trágicas. A sensação de cada um deles "Tudo vale para alcançar seus objetivos, seja qual sejam eles". Desta maneira cada um escolheu estratégias, que os levariam a realização do seu ego, mesmo que para isso, tirassem vidas de outros ou a sua própria, como o caso do atirador de Realengo.No entanto os demais nao deixaram de perder suas vidas nao a física mas a psíquica e espiritual, poisvesta é pior do que a perda da vida física ou seja a matéria. Conclui portanto diante das escolhas que fizeram, cada um receberá de acordo os seus feitos.
    Ana Carolina Messias dos Santos, Torricelli/Letras 1º semestre 2011- manhã-

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  9. Nada justifica o que aconteceu no realengo, não é porque uma pessoa sofre bullying ou tem uma situação financeira difícil que ela vai sair por ai atirando em inocentes. Os familiares dessas crianças não poderam jamais fazer justiça, pois ele tirou a sua própria vida. O que esta errado nesse país é o Código Penal, as leis deveriam mudar, esses marginais não deveriam ser soltos. Se todos os individuos que cometerem crime cumprissem toda a pena à que foram condenados, sem direito a regalias muita coisa iria mudar.

    Selma Xavier Santana de Oliveira 1º semestre - Letras - Faculdades Integradas Torricelli.

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  10. Creio que ninguém está no corpo de ninguém para falar se ele foi justo ou não, as crianças que o fizeram sofrer também não foram justas, autoridades que roubam dinheiro ao invés de investir em locais para pessoas com problemas psicológicos também não foram justas. O ser humano tem algo que acha que a morte é o pior castigo de uma pessoa, mas esquecem que a morte é uma passagem, ela acontece de forma rápido e ninguém sabe cientificamente o que existe, se existe algo do outro lado. Agora, viver, apesar que tenho dúvidas se este é o termo correto, em pleno sofrimento onde ninguém importa-se com o próximo, isso sim é crueldade e foi por este inferno que este garoto passou.
    Existia um garoto naquela sala que também sofria de bullying, este garoto o atirador poupou, não é questão de você falar o que é certo ou errado, não é essa a questão, é você abortar apenas as vítimas e as famílias dela, mas e o atirador? Ele era um jovem, talvez se alguém conversasse com ele e tentasse ajudar, nada teria acontecido. Então acho que antes de jogar uma pedra nele, todos deveriam ver que no fundo são iguais, machucamos pessoas com palavras, com atos, que muitas vezes provocam sofrimento por uma vida inteiro. Ele tirou a vida de crianças, ele pode ter errado, mas cada pessoa tem culpa por isso. Eu, você, o governo, todos.

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  11. VCS SÃO TODOS RETARDADOS

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  12. ESSE ASSASSINO, ASSIM COMO TODOS OS OUTROS CITADOS TEM QUE QUEIMAR NO FOGO DO INFERNO.
    E VCS FICARAM COM DÓ DELE, PORQUE NÃO PROCURAM OUTROS ASSIM E LEVEM PARA SUAS CASAS...

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  13. ELE NÃO TEVE A SUA PIOR PENA, POIS ELE TIROU SUA PRÓPRIA VIDA. ELE FOI MUITO ESPERTO, POIS SE ELE TIVESSE FICADO VIVO, AÍ SIM VCS IAM VER O QUE É UMA VERDADEIRA PENA...

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